VOLTAR

Workshop CIDADES CIRCULARES

APRESENTAÇÕES DISPONÍVEIS AQUI
 
RESULTADOS DAS MESAS REDONDAS DISPONÍVEIS AQUI

 

 

O Plano de Ação para a Economia Circular reconhece as Cidades como núcleos de atração – materiais, humanos, financeiros – mas também de produção de emissões e de resíduos. Hoje, cerca de 54% da população mundial vive em cidades, sendo responsáveis por 85% do PIB gerado. Mas, também este crescimento assenta no consumo: as cidades concentram 75% do consumo de recursos naturais, 50% da produção de resíduos a nível global e entre 60 e 80% dos GEE.

 

Com 70% da população mundial a viver em cidades até 2050, estas representam um desafio mas também uma oportunidade: para o desenvolvimento e teste de soluções de produtos e serviços que tenham incorporados princípios de circularidade e de baixo carbono, sobretudo em áreas determinantes como a alimentação, a construção e a mobilidade.

 

O workshop contou com a participação de Julia Vol e Aurelien Sunsjara, da Fundação Ellen Macarthur, que falaram sobre os mais recentes desenvolvimentos do programa Cidades Circulares da Fundação, e mais em concreto do projeto sobre a circularidade dos Fluxos Alimentares urbanos, em que está envolvida a Fundação Gulbenkian. Este projeto irá resultar num relatório que será apresentado no Forum Económico Mundial, em Davos.  

 

A organização C40 também marcou presença com a apresentação do Tom Bailey, especialista sénior da organização. O foco da sua apresentação foi num dos mais recentes relatórios da organização, que focou-se nos impactes do consumo (e do consumidor final) nas emissões de gases de efeito de estufa das cidades. Os resultados foram particularmente reveladores da realidade do desempenho de muitas das cidades que, tradicionalmente, são conotadas como sendo "eco cidades" ou "cidades sustentáveis", mas cujo consumidor médio possui um impacte ambiental particularmente elevado.

 

Tem-se assistido nos últimos anos a iniciativas e projetos assentes em princípios de economia circular, desenvolvidas em ambiente urbano, envolvendo a comunidade as empresas e os agentes políticos locais, não só para desenvolver e escalar soluções, mas também como suporte a um melhor processo de decisão. Algumas cidades europeias, como Amesterdão, Londres, Copenhaga e Liubliana lideram nesta área, mas há também cidades portuguesas a fazer caminho nesta matéria, como Lisboa, Porto ou Leiria.

 

Pedro Pombeiro, da Câmara Municipal do Porto, apresentou o recente Roadmap de Economia Circular 2030 para a cidade, centrado em 4 eixos de ação. A professora Lia Vasconcelos (U Nova) cidade de Leiria apresentou o projeto Urbanwins, financiado pelo Horizonte2020, que utiliza a interação com os cidadãos como motor de desenvolvimento de políticas locais de economia circular. E, finalmente, Victor Ferreira (CML) apresentou o projeto FORCE, também financiado pelo Horizonte 2020, em que a cidade de Lisboa está envolvida, sobretudo em torno da gestão dos fluxos alimentares e também no prolongamento da vida útil de produtos.

 

Seguiu-se um exercício de discussão em mesas redondas, que envolveu cerca de 40 pessoas, em que foram colocadas algumas questões relacionadas com o desenvolvimento de uma Rede de Colaboração de Cidades Circulares a nível nacional. As perguntas serviram, sobretudo, para gerar um ponto de partida à dinamização que poderá ser feita a nível nacional sobre esta matéria.

 

Este foi o quinto workshop do portal ECO.NOMIA, que irá voltar mais para o final do ano com um novo tema.