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O estado do ambiente na Europa em 2020

O novo relatório indica a necessidade de uma mudança de direção com urgência para fazer face às alterações climáticas, inverter a degradação e assegurar a prosperidade futura

O SOER 2020 (State of the Environment Report 2020 - Relatório do Estado do Ambiente 2020) é a avaliação ambiental mais exaustiva alguma vez realizada na Europa.

Indica o Relatório que a Europa não atingirá os seus objetivos para 2030 sem medidas urgentes nos próximos 10 anos para fazer face ao ritmo alarmante da perda de biodiversidade, ao aumento dos impactes das alterações climáticas e ao consumo excessivo de recursos naturais.

Afirma também que a Europa enfrenta desafios ambientais de escala e urgência sem precedentes.

No entanto, refere que há motivos para ter esperança, num contexto de maior sensibilização dos cidadãos para a necessidade de uma transição para um futuro sustentável, de inovações tecnológicas, de crescentes iniciativas comunitárias e de reforço da ação da UE, como o Pacto Ecológico Europeu.

 

Continua, pois, a ser possível concretizar a visão de uma Europa sustentável e de baixo carbono.

 

Para isso o Relatório descreve sete domínios fundamentais em que é necessário tomar medidas arrojadas para colocar a Europa novamente no bom caminho para atingir os seus objetivos e ambições para 2030 e 2050.

  1. Concretizar o potencial por explorar das políticas ambientais existentes. A plena implementação das políticas existentes daria à Europa um bom avanço na consecução dos seus objetivos ambientais até 2030.
  2. Assumir a sustentabilidade como enquadramento para a elaboração de políticas. O desenvolvimento de políticas-quadro a longo prazo com metas obrigatórias — começando pelo sistema alimentar, os produtos químicos e o uso da terra — estimulará e orientará ações coerentes em todas as áreas de política e na sociedade.
  3. Liderar a ação internacional rumo à sustentabilidade. A UE deve usar a sua influência diplomática e económica para promover a adoção de acordos internacionais ambiciosos em domínios como a biodiversidade e a utilização de recursos.
  4. Fomentar a inovação em toda a sociedade. A mudança de trajetória atual dependerá fortemente da emergência e propagação de diversas formas de inovação que conduzam a novos modos de pensar e viver.
  5. Ampliar os investimentos e reorientar o setor financeiro para apoiar projetos e atividades sustentáveis. Para tal, é necessário investir no futuro, tirando todo o partido dos fundos públicos para apoiar a inovação e as soluções baseadas na natureza, comprando de forma sustentável e apoiando setores e regiões afetados. Implica também envolver o setor financeiro no investimento sustentável, implementando e desenvolvendo com base no Plano de Ação de Financiamento Sustentável da UE.
  6. Gerir os riscos e garantir uma transição socialmente justa. Uma transição bem-sucedida para a sustentabilidade exigirá que as sociedades reconheçam os riscos potenciais, as oportunidades e cedências, e definam formas de as gerir. As políticas nacionais e da UE desempenham um papel essencial na realização de «transições justas», garantindo que ninguém é deixado para trás.
  7. Reforçar os conhecimentos e o saber-fazer. Isto pressupõe um foco adicional na compreensão dos sistemas que conduzem a pressões ambientais, nas vias para a sustentabilidade, nas iniciativas promissoras e nas barreiras à mudança. É necessário reforçar as capacidades para navegar num mundo em rápida mutação, investindo na educação e nas competências.

+Info:

Press release da EEA