VOLTAR

Agendas Regionais de Economia Circular

As cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional apresentaram na semana passada, em Torres Vedras, os resultados do primeiro ano de trabalho no âmbito das agendas regionais de transição para a economia circular. A sessão inaugural foi presidida pela secretária de Estado do Desenvolvimento Regional, Maria do Céu Albuquerque.

 

Os representantes de cada CCDR apresentaram o trabalho desenvolvido na análise do «metabolismo regional», assente em medidas quantificadas de fluxos de massa, energia e água que permitem compreender o potencial de circularidade das economias das regiões e, no futuro, desenhar cenários de desenvolvimento mais sustentável. 

 

O painel sobre «Uma visão de Economia Circular nas Regiões» contou com a presença de cinco participantes, cada um selecionado por cada CCDR como exemplo de economia circular na sua região. Estiveram representados no painel a Câmara Municipal de Famalicão, o Instituto Pedro Nunes, a HUMANA, o Buinho FabLab e as Águas do Algarve, cada um trazendo a sua visão para a economia circular na região e como as suas organizações trabalham o conceito nas suas práticas.

 

Os presidentes das cinco CCDR procederam depois à assinatura do protocolo com o Fundo Ambiental para 2019. O Plano de Ação para a Economia Circular – enquadrado na resolução do conselho de ministros n.º 190-A/2017, de 11 de dezembro de 2017 – prevê que sejam as CCDR a elaborarem as agendas regionais com o objetivo de identificarem oportunidades de aceleração e transição para a utilização mais eficiente e sustentável dos recursos e conciliar estratégias em conjunto com os atores públicos e privados de cada região.

 

O secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, José Mendes, salientou, no discurso de encerramento, que as CCDR conhecem as especificidades do tecido empresarial e industrial de cada região e podem criar dinâmicas à medida “para apoiar projetos-pilotos que possam introduzir a circularidade nos processos de produção”. O governante sublinhou que as agendas regionais são acordos importantes para “dar expressão territorial a políticas de economia circular, amigas do ambiente”, destacando que “é um trabalho que é necessário reforçar e incentivar”. Para o secretário de Estado, a economia circular é “estratégica”, explicando que, nos fundos comunitários para 2021-2027, os projetos a serem financiados pelos vários programas comunitários vão ter em conta questões relativas à eficiência energética e à economia circular.

 

Fonte: